Quinta-feira, 14 de Agosto de 2008

Pois Eu Não Me Calo!

Caro Orlando,

Se há aqui alguém que gosta de manobras de diversão, truques de mágica ou malabarismos, essa pessoa não sou eu. Simplesmente me limitei a responder a acusações suas, que realmente se afastaram, e muito, da questão inicial – a Pena de Morte. Além disso, vossa excelência não me pode limitar o discurso ou boicotar a resposta, apenas porque lhe perguntei qual o critério que usa para aceitar tão convictamente o 5º Mandamento e a rejeitar o 7º. Acredito que isso faça parte de uma discussão normal!

Acusa-me de por em causa a genuidade das convicções da Igreja Católica. Pois, queira saber que as minhas convicções vão ao encontro – pelo menos, faço por isso – da Tradição católica, ou seja, contra as vigarices modernistas do Ecumenismo e Concílio Vaticano II. Por isso, não me parece minimamente honesto tentar considerar-me um "herege", até porque não fui eu quem pôs em causa a veracidade das Sagradas Escrituras.

Sobre a questão principal, a Pena de Morte, acredito que já justifiquei suficientemente – também pela Bíblia – o facto de esta não ir contra Cristo, mas até a favor, se aplicada por Bem e com Justiça. Pelo contrário, o Orlando apenas parece falar em "ética", "barbaridade", "consciência", entre outras divagações como "Paulo não é Jesus" e o "Apocalipse é uma metáfora" e que nada acrescentam ou diminuem ao cerne da questão. Por isso, não me parece plausível continuar a tentar justificar-me perante alguém que já assumiu rejeitar a Bíblia. Até porque, a paciência tem limites e mesmo Jesus Cristo nos ordenou a não nos desviarmos do Caminho para tentar corrigir desvios alheios, sobre pena de também cair em desvio: «Se não vos receberem e não ouvirem vossas palavras, quando sairdes daquela casa ou daquela cidade, sacudi até mesmo o pó de vossos pés» (Mateus 10:14).

Como sempre, os meus cumprimentos.

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