Caro Orlando,
1. Pena que considera o meu post anterior inofensivo. Porque, além de praticamente se cingir a contra-argumentar as minhas opiniões, acredito que seja uma tremenda perda de tempo com algo tão inócuo. Sobre o professor Orlando Fedeli, não vejo onde está o problema. Será por ser Católico?
2. Bem sei que São Paulo não é Jesus Cristo – jamais o afirmei – no entanto, e apesar de nunca ter conhecido fisicamente Jesus, Paulo foi pela Graça do Espírito Santo consagrado ao Apostolado. A Igreja na sua matriz é apostólica, ou seja, é alicerçada na doutrina recebida, sem ruptura, dos apóstolos; e quem não aceitar o Espírito Santo e toda a sua Graça, jamais poderá aceitar Jesus como Filho de Deus, mas antes como um homem qualquer, igual a mim e igual a si.
3. Tal como já disse anteriormente, Jesus confiou a tarefa de transmitir o testemunho, a Palavra de Deus, aos seus apóstolos – onde também se insere São Paulo. Por isso considero absolutamente despropositado considerar as Epístolas Paulinas como meras opiniões pessoais. Pois, estas têm em Deus como autor e em Cristo como fonte. O apóstolo Paulo aqui é apenas o redactor.
4. Importa também frisar que os Evangelhos não foram escritos por Jesus mas sim por quatro dos seus apóstolos: Mateus, Marcos, Lucas e João. E o facto de não terem sido escritos pelo próprio Cristo não os torna menos verdadeiros por isso. Pergunto então porque razão o Orlando aceita os Evangelhos e não aceita os restantes livros do Novo Testamento? Todos foram escritos por apóstolos, porque é que para si uns falam verdade e outros mentem? Porque é que não mentem todos?
5. Afirma que uma justiça que mata é primitiva. Resta então saber porquê? Qual é o critério de primitividade? Serão as consciências da época em que nos inserimos? Então e se as consciências de amanhã afirmarem o contrário? Tanto quanto sei a Justiça é Justiça, não se encontrando por isso dependente de opiniões externas. E se a única forma de lidar com um homicida – sem arrependimento, sem perdão e a fim de evitar mais mortes inocentes – é a sua própria morte, que assim seja! Eu não estou disposto a pagar um preço mais alto, o Orlando está?!
6. Sobre os 10 Mandamentos, mais uma vez digo que estes advêm da tradição do Antigo Testamento, tendo sido revelados por Deus a Moisés, no Monte Sinai. E sinceramente não me interessa o que pensa o Hinduísmo ou outros cultos pagãos, uma vez que não estão inseridos na Verdade cristã. O facto de duas religiões terem alguns pontos de contacto doutrinários não significa que tenham a mesma origem e que ambas estejam a falar verdade, uma pode estar a falar verdade e outra a mentir. Por exemplo: o facto de os cães e os gatos terem ambos quatro patas não significa que haja alguma ligação maternal entre si.
7. O Orlando, apesar recusar o Antigo Testamento, fez questão de referenciar o 5º Mandamento ("Não mataras!"), no entanto, parece ter-se esquecido de referenciar o 7º ("Não roubarás!") quando afirmou neste post: «Fiquei com a sensação de que a exibição policial de ontem tem uma intenção, quis passar uma mensagem claríssima: “Cuidado! cidadãos deste país: hoje foi abatido um assaltante armado, amanhã será um delinquente que rouba um pão para comer”». É que quem ficou agora com uma sensação estranha fui eu! Pois o que o leva tão peremptoriamente a aceitar o 5º Mandamento e esquecer o 7º? A consciência? Aquela que nos trai? Mais uma vez afirmo que estes dois Mandamentos são apenas regras formais e não princípios dogmáticos, pois apenas o 1º e 2º Mandamento são realmente princípios dogmáticos, tal como podemos verificar em Lucas 10:27-28. E se roubar para comer não é nenhum crime, matar um assassino – sem arrependimento e sem perdão – também não o pode ser. Daí a Pena de Morte, sempre que aplicada justamente, ser um acto perfeitamente compatível com o Cristianismo e não uma barbaridade como quis dar a entender.
8. Sobre o livro do Apocalipse não vejo onde está a desonestidade. Este é um livro profético escrito pelo apóstolo São João e tem como base uma Revelação divina dos últimos tempos: o arrebatamento da Igreja, o governo do Anticristo, o regresso de Cristo e da Igreja à Terra, o Reino milenar de Cristo, o Juízo Final, o eterno Céu e o eterno Inferno, e o novo Céu e a nova Terra. Importa então saber por que razão o Orlando aceita o Evangelho de São João e rejeita o Apocalipse de São João? Continuo sem perceber qual é o critério?
9. Pede-me uma única passagem dos Evangelhos que admita a Pena de Morte como forme legitima de Justiça. Pois, eu apresento uma:
«Um dos malfeitores, ali crucificados, blasfemava contra ele: Se és o Cristo, salva-te a ti mesmo e salva-nos a nós!
Mas o outro o repreendeu: Nem sequer temes a Deus, tu que sofres no mesmo suplício?
Para nós isto é justo: recebemos o que mereceram os nossos crimes, mas este não fez mal algum.
E acrescentou: Jesus, lembra-te de mim, quando tiveres entrado no teu Reino!
Jesus respondeu-lhe: Em verdade te digo: hoje estarás comigo no paraíso.»
(Lucas 23:39-43)
Posto isto, agora sou eu quem peço uma única passagem dos Evangelhos que condene expressamente a Pena de Morte como forma legitima de Justiça.
10. Não afirmei que o Orlando fosse explicitamente luterano, apenas o coloquei no mesmo caminho decadentista de Lutero quando este afirmou as teorias da não infalibilidade e do livre exame da Bíblia – e nisso acho que não me enganei!
11. O ateísmo dogmático só existe se houver uma lógica (falsa) que o anteceda, pois todo o dogma necessita de uma lógica. Lógica que, verdadeira seja dita, começou com Martinho Lutero.
12. Para terminar, e conhecendo o Orlando como um anti-homossexualista, eu pergunto porque razão não me criticou nem pôs em causa este meu post sobre o homossexualismo? É que nele eu citei uma passagem da epístola paulina, Romanos, que condenava expressamente a homossexualidade! Não estaria também essa passagem errada por se tratar de uma mera opinião de São Paulo? Sinceramente não percebo!
Mais uma vez, os meus cumprimentos.
1. Pena que considera o meu post anterior inofensivo. Porque, além de praticamente se cingir a contra-argumentar as minhas opiniões, acredito que seja uma tremenda perda de tempo com algo tão inócuo. Sobre o professor Orlando Fedeli, não vejo onde está o problema. Será por ser Católico?
2. Bem sei que São Paulo não é Jesus Cristo – jamais o afirmei – no entanto, e apesar de nunca ter conhecido fisicamente Jesus, Paulo foi pela Graça do Espírito Santo consagrado ao Apostolado. A Igreja na sua matriz é apostólica, ou seja, é alicerçada na doutrina recebida, sem ruptura, dos apóstolos; e quem não aceitar o Espírito Santo e toda a sua Graça, jamais poderá aceitar Jesus como Filho de Deus, mas antes como um homem qualquer, igual a mim e igual a si.
3. Tal como já disse anteriormente, Jesus confiou a tarefa de transmitir o testemunho, a Palavra de Deus, aos seus apóstolos – onde também se insere São Paulo. Por isso considero absolutamente despropositado considerar as Epístolas Paulinas como meras opiniões pessoais. Pois, estas têm em Deus como autor e em Cristo como fonte. O apóstolo Paulo aqui é apenas o redactor.
4. Importa também frisar que os Evangelhos não foram escritos por Jesus mas sim por quatro dos seus apóstolos: Mateus, Marcos, Lucas e João. E o facto de não terem sido escritos pelo próprio Cristo não os torna menos verdadeiros por isso. Pergunto então porque razão o Orlando aceita os Evangelhos e não aceita os restantes livros do Novo Testamento? Todos foram escritos por apóstolos, porque é que para si uns falam verdade e outros mentem? Porque é que não mentem todos?
5. Afirma que uma justiça que mata é primitiva. Resta então saber porquê? Qual é o critério de primitividade? Serão as consciências da época em que nos inserimos? Então e se as consciências de amanhã afirmarem o contrário? Tanto quanto sei a Justiça é Justiça, não se encontrando por isso dependente de opiniões externas. E se a única forma de lidar com um homicida – sem arrependimento, sem perdão e a fim de evitar mais mortes inocentes – é a sua própria morte, que assim seja! Eu não estou disposto a pagar um preço mais alto, o Orlando está?!
6. Sobre os 10 Mandamentos, mais uma vez digo que estes advêm da tradição do Antigo Testamento, tendo sido revelados por Deus a Moisés, no Monte Sinai. E sinceramente não me interessa o que pensa o Hinduísmo ou outros cultos pagãos, uma vez que não estão inseridos na Verdade cristã. O facto de duas religiões terem alguns pontos de contacto doutrinários não significa que tenham a mesma origem e que ambas estejam a falar verdade, uma pode estar a falar verdade e outra a mentir. Por exemplo: o facto de os cães e os gatos terem ambos quatro patas não significa que haja alguma ligação maternal entre si.
7. O Orlando, apesar recusar o Antigo Testamento, fez questão de referenciar o 5º Mandamento ("Não mataras!"), no entanto, parece ter-se esquecido de referenciar o 7º ("Não roubarás!") quando afirmou neste post: «Fiquei com a sensação de que a exibição policial de ontem tem uma intenção, quis passar uma mensagem claríssima: “Cuidado! cidadãos deste país: hoje foi abatido um assaltante armado, amanhã será um delinquente que rouba um pão para comer”». É que quem ficou agora com uma sensação estranha fui eu! Pois o que o leva tão peremptoriamente a aceitar o 5º Mandamento e esquecer o 7º? A consciência? Aquela que nos trai? Mais uma vez afirmo que estes dois Mandamentos são apenas regras formais e não princípios dogmáticos, pois apenas o 1º e 2º Mandamento são realmente princípios dogmáticos, tal como podemos verificar em Lucas 10:27-28. E se roubar para comer não é nenhum crime, matar um assassino – sem arrependimento e sem perdão – também não o pode ser. Daí a Pena de Morte, sempre que aplicada justamente, ser um acto perfeitamente compatível com o Cristianismo e não uma barbaridade como quis dar a entender.
8. Sobre o livro do Apocalipse não vejo onde está a desonestidade. Este é um livro profético escrito pelo apóstolo São João e tem como base uma Revelação divina dos últimos tempos: o arrebatamento da Igreja, o governo do Anticristo, o regresso de Cristo e da Igreja à Terra, o Reino milenar de Cristo, o Juízo Final, o eterno Céu e o eterno Inferno, e o novo Céu e a nova Terra. Importa então saber por que razão o Orlando aceita o Evangelho de São João e rejeita o Apocalipse de São João? Continuo sem perceber qual é o critério?
9. Pede-me uma única passagem dos Evangelhos que admita a Pena de Morte como forme legitima de Justiça. Pois, eu apresento uma:
«Um dos malfeitores, ali crucificados, blasfemava contra ele: Se és o Cristo, salva-te a ti mesmo e salva-nos a nós!
Mas o outro o repreendeu: Nem sequer temes a Deus, tu que sofres no mesmo suplício?
Para nós isto é justo: recebemos o que mereceram os nossos crimes, mas este não fez mal algum.
E acrescentou: Jesus, lembra-te de mim, quando tiveres entrado no teu Reino!
Jesus respondeu-lhe: Em verdade te digo: hoje estarás comigo no paraíso.»
(Lucas 23:39-43)
Posto isto, agora sou eu quem peço uma única passagem dos Evangelhos que condene expressamente a Pena de Morte como forma legitima de Justiça.
10. Não afirmei que o Orlando fosse explicitamente luterano, apenas o coloquei no mesmo caminho decadentista de Lutero quando este afirmou as teorias da não infalibilidade e do livre exame da Bíblia – e nisso acho que não me enganei!
11. O ateísmo dogmático só existe se houver uma lógica (falsa) que o anteceda, pois todo o dogma necessita de uma lógica. Lógica que, verdadeira seja dita, começou com Martinho Lutero.
12. Para terminar, e conhecendo o Orlando como um anti-homossexualista, eu pergunto porque razão não me criticou nem pôs em causa este meu post sobre o homossexualismo? É que nele eu citei uma passagem da epístola paulina, Romanos, que condenava expressamente a homossexualidade! Não estaria também essa passagem errada por se tratar de uma mera opinião de São Paulo? Sinceramente não percebo!
Mais uma vez, os meus cumprimentos.

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