Quarta-feira, 18 de Junho de 2008

O Que Penso De Salazar

Retorquindo este post, de Cristina Ribeiro:

O que penso de Salazar é que este estava condenado a ocupar a cadeira do poder, na medida em que também o Estado Novo estava condenado ao fracasso com a sua eventual saída ou morte. E para confirmar, veja-se o descambar da situação político-social, incluindo o agravar no Ultramar, após o seu afastamento em 1968.

Assim, a providência de Salazar seria sempre provisória. Pois, o Estado Novo representaria sempre um abrandamento de um processo revolucionário que começou com o pernicioso Rei-maçon e com a nefasta Constituição de 1822. Aqui, a Revolução de 1910 serve apenas de agulha que rebenta o balão.

De qualquer das formas, estávamos perante um pau de dois bicos. Aquilo que se exigia verdadeiramente a Salazar era a Restauração Integral de Portugal. E nisso, Salazar falhou, porque podia ter ido mais longe. Bastava ter dado um pouco de mais atenção aos Integralistas Lusitanos e talvez o Interregno fosse mais curto e o 25 de Abril nunca tivesse acontecido. Porém, prefiro não sobrecarregar demasiado as já muito largas costas de Salazar. Pois, também lhe devemos muito, e nenhum Homem é perfeito.

4 comentários:

Anónimo disse...

Boa fotografia. Ou eu me engano muito ou este povo ingrato e imbecil ainda há-de verter muitas lágrimas por Salazar.

Demokrata disse...

Como diz na sua campa: «Ao País tudo de si deu, do País nada para si tirou». E não estará o povo já a verter muitas lágrimas? Lembremo-nos do concurso...

PR disse...

Caro Demokrata

Tem toda a razão. E há uns que vertem mais do que lágrimas: a Odete Santos, por exemplo, verteu dentes...

António Bastos disse...

Caro Demokrata
Subescrevo inteiramente aquilo que escreveu em relação a esse grande e integro patriota que foi Salazar. Claro que o regime só poderia soçobrar após o seu desaparecimento. É por essa, e por muitas outras razões, que sou monárquico, porque a Monarquia coloca as Instituições acima dos homens, evitando-se assim a dependência em relação a "homens providenciais", como foi o caso de Salazar.